O Pet Booking Visita bateu um papo com a bichoterapeuta Luiza Cervenka sobre os cachorros que comem meias, sapatos, chinelos e demais objetos que encontram pelo caminho. A Ella, como vocês sabem, é um tamanduá em tempo integral. A bochechuda foi alvo central da conversa (vale a pena também ler este post). Confira abaixo o relato sobre o furto “inocente” que virou roubo qualificado e dicas de uma especialista. 

O antes e depois…

O nosso “antes e depois” aconteceu em abril de 2017. A Ella sempre “roubou” meias e roupas íntimas e levava para a sua cama, dava meia dúzia de mordidas e deixava as peças para lá. Isso durante dois anos. Até o dia em que ela comeu um par de meias gigante. Não foi uma soquete, não. E nem só uma. Foram duas e tamanho grande. 

Eu estava em casa, ela estava a poucos metros de mim. Eu a vi pegar a meia de dentro do tênis e correr para a sua cama. Achei que não ia acontecer nada demais. Seria mais um roubo inocente. Mas não. Desta vez, seu furto foi longe demais. Ou melhor, foi para dentro da sua barriga. 

Quando eu me dei conta? Bem, no momento em que o dono das meias sentiu falta delas. Eu gelei. Não era possível. Ela não poderia ter comido, ela nunca comeu. Repetia isso para mim mesma, enquanto virava o meu apartamento de pernas para o ar atrás das tais meias. Após uma hora de busca incessante, joguei a toalha, me dei por vencida e fui para o atendimento 24 horas mais perto da minha casa.

Coração apertado

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Todos os horários de ultrassom estavam lotados. Cheguei antes do primeiro atendimento do dia e consegui um encaixe. Pernas para cima, gel na barriguinha, apaguem as luzes que o filme já vai começar! E, vejam só, senhoras e senhores, tem uma sombra imensa no estômago da sharpeizinha. 

Saí da sala de ultrassom arrasada, coloquei nossos nomes na fila da consulta e me sentei no quintal do hospital veterinário. Era uma manhã de sol, a Ella estava tranquila e tudo parecia ser mentira, alguma brincadeira de muito mal gosto.

Chorei, senti medo, não sabia o que vinha pela frente: teremos de operá-la? Ela terá que tomar anestesia geral? Como vai ser o pós operatório? E a pergunta cruel: como eu não a vi comer o pé de meia. Como?! Logo eu que não tiro meus olhos dela!

Logo mais, fomos chamados ao consultório. Eu ganhei três opções: dar uma injeção de morfina e provocar o vômito, fazer uma endoscopia ou esperar a meia sair junto do número dois. Eu jamais teria estômago de contar com a sorte: a meia não obstruir nenhum órgão e esperar a Ella fazer um cocô premiado. Vamos para a injeção de morfina. 

Aplicamos. Esperamos alguns minutos e começaram as ânsias de vômito. Primeiro vômito: nada, só alimento. Segundo: o mesmo quadro do primeiro. Terceiro: um pé. Quarto: o outro pé. Fiquei sem reação. Não consegui chorar, gritar, nada. Fiquei muda, paralisada e ainda incrédula. 

Deste dia em diante, nossas vidas mudaram. A Ella descobriu que é possível comer meias. A história repetiu-se mais uma vez. Eu nunca mais pude deixar uma meia à toa pelo caminho. Agora, sou uma espécie de detetive investigando os ambientes e pensando: o que pode ter aqui que a Ella considere comestível. 

Desesperada, perguntei para a veterinária da Ella se era uma boa ideia colocar pimenta em uma meia para assustá-la e o quadro não repetir-se, mas a Dra. Natália disse que não, pois poderia acarretar em uma bela gastrite.

Conselhos da bichoterapeuta Luiza Cervenka

Batendo um papo com a  Luiza Cervenka em busca de conselhos encontrei uma luz no fim do túnel. A “tia” Lú, amiga de longa data da Ella, aconselhou distraí-la com um osso, uma cenoura e colocar a comida dela dentro de um brinquedo cognitivo. 

Apesar da Ella ter uma vida superativa ao meu lado, ainda assim, tenho de tratar de desviar a sua atenção de uma suculenta meia que ela possa achar ser a melhor das iguarias.

Se você identificou-se com a história da Ella e precisa resolver algum probleminha de “má conduta” do seu melhor amigo, como por exemplo latir sem parar, morder outras pessoas e cachorros e fazer xixi no lugar errado, agende um horário com a bichoterapeuta Luiza Cervenka pelo Pet Booking. Afinal, com algumas mudanças de hábitos podemos melhorar as nossas vidas e sermos ainda muito mais felizes!

Por Cris Berger & Ella do Guia Pet Friendly

SERVIÇO:

Luiza Cervenka – Bichoterapeuta:  Paraíso, São Paulo – SP