Sabe o que espero para o ano de 2017? Ter coragem de viver. Seguir com o mesmo espírito que tive em 2016, de sair da zona de conforto. Isso mesmo, quero me aventurar e superar! Empurrar a preguiça para o lado. E, sempre, estar com a Ella.

A história da Ella

A Ella é uma cachorrinha que nasceu de cesariana, teve de ser reanimada e tem as patinhas da frente tortas. Suas unhas não encostam no chão. Ela usa pouco as almofadinhas e, por isso, tem uma incrível sensibilidade ao pisar em solos irregulares e ásperos. Quando está na areia ou em um gramado, ela voa. Costumo dizer que ganha patins nos pés. Nos demais casos, preciso carregá-la no colo. Acontece que a mocinha tem 17 quilos, ou seja, é pesada. Mesmo assim, nunca deixo de sair com ela. Pelo contrário, faço questão que tenha contato com a natureza, beba água da fonte, pise na terra, respire ar puro, sinta novos cheiros e tenha coragem de se superar. 

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A superação

No final das contas, o processo de superação não é só dela, é nosso, pois sei o quanto ela depende de mim. Ganho uma responsabilidade e, com isso, me sinto a pessoa mais importante do mundo… Do nosso universinho. 

O segredo é ter amor e paciência: vou no ritmo dela, incentivo-a a caminhar e quando vejo que está muito cansada ou que o trajeto é difícil, pego-a no colo.

Cris-Berger-e-Ella

2017: Para o alto e avante!

Em 2016, carimbamos algumas trilhas no nosso “passaporte” de viajantes profissionais. Uma das trilhas que completamos com orgulho foi a da Pedra Branca, em Monte Verde, Minas Gerais. Normalmente, as pessoas fazem o caminho em 20 minutos. No nosso caso, levou o dobro. Grande parte do trajeto é de terra, o que é ótimo para Ella. Principalmente, na subida. A descida, onde as patas anteriores são mais necessárias, é o momento mais crítico. Volto a dizer: o segredo é respeitar os limites, ir devagar, parar para admirar a natureza exuberante e seguir em frente. Sempre em frente!

No meio do caminho tem um deque de madeira que convida para um pit stop. Momento perfeito para a Ella tomar água e retomar o fôlego. O fim da caminhada acontece no topo da pedra, a 936 metros de altitude, na divisa entre SP e MG. A vista é exuberante. Venta bastante, portanto, leve um casaco. Eu mantive a Ella presa na guia o tempo todo, afinal, pets são como crianças: imprevisíveis e não há proteção. 

Reserve um tempo para sentar, tirar fotos e curtir a natureza. Você ficará ainda mais amigo do seu fiel companheiro. No nosso caso, em cada conquista a cumplicidade só cresce. Contamos uma com a outra. E não há subida, pedras ou qualquer obstáculo que nos detenha. Que venha 2017 e um mundo de novas descobertas!

Por Cris Berger & Ella do Guia Pet Friendly