Para quem tem animal de estimação, existe uma preocupação a mais nessa crise de saúde enfrentada pelo mundo atualmente: os pets podem contrair e transmitir o coronavírus? Entenda mais sobre o assunto e saiba como agir em relação ao seu melhor amigo, seja ele cachorro, gato, ave ou roedor. 

 

Pets e coronavírus

Após dois cães testarem positivo para a Covid-19 em Hong Kong, muitos tutores passaram a acreditar que os pets poderiam contrair e transmitir a doença causada pelo novo coronavírus. Porém, não existe motivo para pânico – e muito menos abandono do seu melhor amigo! 

 

Como o nível de infecção mostrou-se baixo, os especialistas acreditam que os animais apenas carregavam o vírus após contato com humanos infectados. No caso do primeiro cachorro testado positivo, os sinais encontrados na saliva muito provavelmente são resquícios da interação com a tutora, que havia contraído a doença. 

 

Recentemente, um gato também testou positivo para a Covid-19 na Bélgica. Assim como nos casos de outros pets, o felino também foi contaminado por sua tutora. Com base nas informações atuais, a OMS (Organização Mundial de Saúde) e especialistas afirmam que, apesar de poderem carregar o vírus, ainda não há evidências concretas de que cães e gatos possam contrair ou mesmo transmitir a doença. 

 

Família coronavírus em cães e gatos

Vale lembrar que o coronavírus é uma família de vírus que causa infecções respiratórias. A pandemia atual está sendo causada por um novo agente do coronavírus, descoberto em 31/12/2019, após casos registrados na China. Esse novo vírus provoca a doença Covid-19

 

Dito isso, o coronavírus possui vários subtipos, que atuam de maneiras diferentes em cada espécie. No caso dos cães, já foram diagnosticados dois tipos: o entérico canino (CCoV) e o respiratório canino (CRCoV) – ambas as doenças são geradas por coronavirose canina. Já os gatos podem ser acometidos pelo coronavírus felino, que provoca a PIF (Peritonite Infecciosa Felina). Mas é importante lembrar que todas essas doenças foram identificadas antes mesmo do novo coronavírus surgir. 

 

Assim como nos humanos, os animais idosos e com imunidade baixa são mais frágeis. Mesmo a nova doença não sendo reconhecida como uma zoonose que possa afetar animais de estimação, é essencial tomar cuidado com a saúde dos pets nessa fase.

 

Confira abaixo um diagrama que explica quais são os principais vírus da família coronaviridae e como se comportam:

Gripes e resfriados em pets

Os cachorros possuem duas doenças parecidas com a nossa gripe. Entretanto, os agentes causadores desses problemas caninos não acometem os humanos. O mesmo ocorre com os gatos: os felinos também podem contrair gripe, mas o contágio só ocorre entre os animais da mesma espécie.

 

Já as aves também podem ter problemas respiratórios. No entanto, não chega a ser parecido com a gripe ou resfriado humano. Sendo que, nelas, essas doenças são causadas por bactérias e fungos.

 

Os hamsters, ratos e camundongos podem adquirir um vírus chamado Sendai, considerado comum pelos veterinários. Esse vírus é classificado como Influenza tipo I e causa rinite, traqueíte e até broncopneumonia nos roedores. E, por se tratar de uma zoonose, os humanos podem contraí-la e transmiti-la para o pet. 

 

Portanto, caso você esteja apresentando sintomas de gripe, é sempre bom evitar o contato direto com o pet e lavar bem as mãos antes de manusear os utensílios do bichinho.

 

Recomendações da OMS

Mesmo não existindo nenhuma comprovação de que animais de estimação possam contrair ou transmitir o coronavírus, a Organização Mundial de Saúde (OMS) divulgou algumas recomendações de como os tutores devem agir durante a pandemia. Veja a seguir:

 

  • Mantenha o maior nível de higiene possível;
  • Evite que o animal lamba o seu rosto;
  • Lave bem as mãos antes e depois do contato com os pets;
  • Conserve a casa e o espaço onde o animal faz suas necessidades o mais limpo possível.

 

Para quem não está em grupo de risco e não apresenta sintomas da doença, os passeios não devem acabar. Porém, durante a volta com o seu melhor amigo, a orientação principal é evitar locais com aglomeração. Então, caminhadas na rua de casa estão liberadas – contanto que as patas do bichinho sejam limpas ao chegar do passeio.

 

Já as pessoas no grupo de risco ou com sinais de Covid-19 não devem sair de casa de forma alguma. Nesse caso, o indicado é brincar com o seu animal de estimação em casa para gastar a energia do pet.

 

Saúde do pet

Para cuidar da saúde do animal, o mais indicado é mantê-lo bem hidratado, com a alimentação adequada e com os vermífugos e vacinação em dia. Incentive o gasto de energia física e mental do seu melhor amigo com brincadeiras e atividades.

 

Além disso, o mais importante é manter as consultas com o veterinário em dia. Por isso, se o seu pet apresentar sinais como desconforto, espirros ou febre, você deve agendar sua consulta com os melhores veterinários da sua região, para garantir o cuidado certo para o seu melhor amigo.