Você já ouviu falar em “síndrome de ansiedade por separação”? Este nome extenso assola mais animais que podemos imaginar e pode estar incomodando o seu. Em mais um bate papo com a bichoterapeuta Luiza Cervenka, falamos da importância de estar atento às reações dos cachorros para saber se eles podem estar sofrendo por estarem longe de nós. A boa notícia é que há como solucionar este problema.

Crise de pânico

Esta síndrome pode ser considerada como uma crise de pânico, onde a sua ausência leva o seu melhor amigo ao desespero. Em um primeiro momento, você pode se sentir importante, afinal, ele o ama tanto que não pode viver sem você. Não se engane, isso é ruim para ambos. Por mais que façamos diversas atividades ao lado dos pets, há momentos que vamos fatalmente nos separar deles.

Sinais da síndrome de ansiedade

Como diagnosticar se seu cão sofre de ansiedade? Observe pequenos detalhes: ele deixa de comer quando fica longe de você? Fica amuado? Baba? Faz xixi em local errado? Não sai da porta? Caso positivo, fique atento. Ele pode, sim, ser vítima desta síndrome.

Nestes casos, passeios extras e brinquedos cognitivos não são suficientes para acalmar seu filho peludo. O caminho é ensinar seu cachorro a ficar sozinho. E, então, vem a pergunta: como? Um bichoterapeuta poderá auxiliar seu cachorro a ter mais independência sem que o amor dele por você diminua.

cachorra-Ella

Case Ella

Quando a Ella tinha cerca de um ano e meio e, ainda não havia sido castrada, nos hospedamos em um hotel pet friendly em São Paulo. Lembro que fiz check-in e fiquei um bom tempo no quarto com ela. Dei água e comida. Tive o cuidado de a ambientar com um brinquedo próprio. Não era a primeira vez que ela ficaria sozinha em um quarto de hotel, mas naquele dia, quando fiz menção em sair, entrou em pânico.

Ainda assim, fui adiante. Fechei a porta e rezei para ela se acalmar. Nada. Começou a latir e arranhar a porta com a patinha. Não havia o que eu fizesse para acalmá-la. A alternativa de bater a porta e “ganhá-la no cansaço” não era uma opção válida, pois haviam outros hóspedes. O quanto de sua atitude era manha? O quanto era pânico? Não sei.

Este quadro não se repetiu. Depois da castração ela se mostrou mais calma e confiante. Mas sempre fico de olho nas suas atitudes e com o telefone da Luiza Cervenka à mão. Se eu posso melhorar a qualidade de vida dela, por que deixá-la sofrer?

Por Cris Berger & Ella do Guia Pet Friendly

 

SERVIÇO:

Luiza Cervenka – Paraíso – São Paulo